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AGENDE ONLINEResultado de Exames

Córnea

Cirurgia de implante de anel intra-corneano

Utilizada para regularização de córneas com doença ectásicas como o ceratocone e a degeneração marginal pelúcida, além de correção de altos graus de astigmatismos pós-transplante de córnea.

É realizado um túnel e de uma micro-incisão com o laser de femtossegundo, por onde o segmento de anel irá entrar e ficar estabilizado.

Cirurgia intracorneano

Crosslinking corneano

As doenças ectásicas da córnea podem ser progressivas, piorando a visão do paciente com o tempo. Um dos métodos utilizados para diminuir as chances de progressão destas doenças é o uso da riboflavina(vitamina do complexo B), associadas aos raios ultravioleta, emitidos pelo aparelho de crosslinking. Após ser instilada em forma de colírio, o paciente fica deitado olhando para a luz.

O crosslinking faz com que as fibras de colágeno da córnea se enrijeçam e ajudem a manter a córnea estável, sem aumentar a sua curvatura, ajudando assim a diminuir a progressão da ectasia. Pode ser realizado juntamente com o anel intracorneano, em um procedimento único.

Cirurgia de Transplante de Córnea

Determinadas patologias corneanas trazem danos permanentes e irreversíveis à visão. Ceratocone, ceratopatia bolhosa, úlcera de córnea, opacidades corneanas e herpes ocular são algumas dessas patologias, onde caso o tratamento não tenha  sucesso, será indicada a cirurgia de transplante de córnea.

Todos os doadores de órgãos passam por exames específicos para que possam detectar a presença de possíveis doenças que possam ser transmitidas durante o transplante.

Toda córnea doada é avaliada quanto à sua condição óptica e são consideradas válidas somente aquelas que apresentam boas perspectivas para que o transplante seja bem sucedido, embora isso não afirme o sucesso absoluto do procedimento.

Geralmente a cirurgia é realizada com uso de uma anestesia local ou geral.

Assim como todo processo cirúrgico, existem riscos que podem ocasionar em complicações como por exemplo, a falência primária e a rejeição. Na falência primária, até o terceiro mês pós-cirúrgico é constatado que a córnea não apresenta um nível satisfatório de adaptação, sendo então necessário recorrer a outro transplante. Se o caso for a rejeição, existe até um bom funcionamento inicial da córnea mas com o passar do tempo, o paciente pode apresentar algumas complicações como baixa da visão e olho vermelho. A rejeição é mais comum entre os três e nove meses, após o transplante porém pode ocorrer durante toda a vida. Por isso é importante que o paciente seja acompanhado constantemente por um Oftalmologista. É importante salientar que existem boas chances da rejeição ser tratada com um diagnóstico rápido e caso seja identificada a necessidade, poderá então, ser realizado outro transplante.

Benefícios e o Pós-operatório

Após a cirurgia, o médico indicará o uso de colírios anti-inflamatórios e antibióticos próprios para a melhor recuperação. Em alguns casos dependendo do histórico do paciente, pode ser necessário o uso de medicação oral e anti-hipertensivos oculares. É recomendado também que o paciente evite dormir de lado contra a lateral do olho operado e que evite fazer esforço físico durante o período de cicatrização.

Em situações consideradas de baixa complexidade, o índice de sucesso na cirurgia é bem alto, variando de 80 a 90% de acordo com estatísticas mundiais.  Em casos mais específicos e com certo nível de complicação, esse número pode ser reduzido, dependendo da patologia.

Os resultados após o transplante são em sua grande maioria muito satisfatórios. Em poucas semanas, já nota-se uma boa melhora na qualidade da visão e em alguns meses é possível notar a mudança significativa, onde a visão atingirá todo o seu potencial.

Com novas tecnologias como o laser de femtossegundo é possível realizar o corte das córneas doadoras e receptoras a laser, sendo assim mais preciso e rápido.

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