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Retina

O que é?

A retina reveste internamente todo o fundo do olho. Ela tem aproximadamente 500 micra de espessura, contendo cerca de 10 camadas (membranas, neurônios, axiônios, células, fotorreceptores …). A retina tem uma vascularização interna e externa (esta, abaixo dela) que tem como uma das funções nutrir a retina.

 

Os axônios provenientes de toda a retina confluem-se para formar o nervo óptico, na região nasal do fundo do olho (no fundo do olho, um pouco mais para o lado do nariz). Na região central da retina, há uma depressão denominada mácula, a região mais nobre da retina. Algum comprometimento desta região prejudica mais a visão do que em outras áreas da retina.

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética resulta do efeito da diabete (I ou II) nos vasos sanguíneos da retina ao longo dos anos. O extravasamento de líquido (sangue e/ou soro) para dentro da retina pode formar os exudatos e o edema de mácula, causando baixa visão. Geralmente é o que pode ocorrer na retinopatia diabética não proliferativa. Na retinopatia diabética proliferativa, há um crescimento dos vasos sanguíneos pela superfície da retina, podendo ir até o vítreo, gel que preenche o fundo do olho, e localiza-se entre a retina e o cristalino.

Nesta situação há maior chance de sangramentos no fundo do olho (na retina e/ou no vítreo), distorção da visão e descolamento da retina. A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira nas pessoas adultas.

Oclusão de ramo venoso retiniano

Oclusão de ramo venoso retiniano

Oclusão de veia central retiniana

Oclusão de veia central retiniana

 

O melhor tratamento da retinopatia diabética é a prevenção. O rigoroso controle dos níveis de glicose no sangue costuma retardar o desenvolvimento e a progressão da retinopatia diabética. O laser e a vitrectomia são procedimentos complementares ao tratamento, não impedindo o avanço da doença, e dependendo do caso, podem surtir pouco ou nenhum efeito ao tratamento.

A - Retinopatia diabética não proliferativa leve B - Retinopatia diabética não proliferativa muito severa C - Retinopatia diabética proliferativa D - Retinopatia diabética proliferativa de alto risco

A) Retinopatia diabética não proliferativa leve, B) Retinopatia diabética não proliferativa muito severa, C) Retinopatia diabética proliferativa, D) Retinopatia diabética proliferativa de alto risco

 

 

 

 

 

A - Edema macular focal B - Edema macular difuso C - Edema macular isquêmico D - Tração vítreo-macular

A) Edema macular focal, B) Edema macular difuso, C) Edema macular isquêmico, D) Tração vítreo-macular

 

 

 

Descolamento de Retina

Descolamento da retina

Descolamento da retina

É uma situação onde a retina é descolada do fundo do olho. É uma situação grave. A miopia (mesmo operados), a diabete e os traumas são fatores que aumentam a chance de as pessoas terem descolamento de retina.

 

 

Os principais sintomas são:

• “flashes” luminosos antes de a retina descolar ou no começo de um descolamento;
• Pontos flutuantes no campo de visão;
• Imagem como uma cortina em alguma parte do campo de visão;
• Visão como se estivesse com os olhos abertos debaixo sob a água.


Os principais tratamentos utilizados hoje são:

• Laser;
• Congelamento;
• Introflexão escleral;
• Retinopexia pneumática
• Vitrectomia;
• Associações de mais de uma técnica.

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

A DMRI é uma doença que acomete a mácula, a região mais central e mais nobre da retina. Ë uma das principais causas de cegueira no mundo nas pessoas acima de 50 anos de idade.

No começo há uma espécie de acúmulo de resíduos do metabolismo celular na retina, as chamadas drusas. A DMRI pode ser seca ou exudativa.

A DMRI seca é a forma mais comum da doença e também a menos grave. Neste tipo há, geralmente, um acúmulo crescente de drusas na região macular e perda progressiva das células retinianas.

Uma pequena porcentagem da DMRI seca evolui para a forma exudativa. Na forma exudativa, geralmente, há a formação de neovasos anormais sob a retina, formando uma membrana neovascular subretiniana. Nesta situação, pode haver um acúmulo de líquidos sob a retina e pior distorção da visão.

Fatores de Risco Principais

• Familiares com a doença;
• Olhos claros (verdes ou azuis);
• Exposição excessiva à luz solar;
• Fumo;
• Dieta rica em gorduras.

Tratamento

O melhor tratamento é a prevenção. Acredita-se que uma dieta rica em vegetal verdes e pobre em gorduras, e o uso de antioxidantes, luteína (pigmento amarelo) e vitaminas possa ajudar na prevenção do aparecimento e progressão da doença. Alguns outros métodos, como a terapia fotodinâmica, podem ser utilizados em algumas situações.

Oclusões Arteriais Retinianas

Oclusão de ramo arterial retiniano

Oclusão de ramo arterial retiniano

Oclusão de artéria central retiniana

Oclusão de artéria central retiniana

oclusoes

Edema Macular Cistoide

edema cistoide 2

 

 

 

edema cistoide 1

 

 

 

Tratamentos

As doenças oculares que têm algum componente neovascular (formação de vasos anômalos) como retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade com neovascularização, glaucoma neovascular entre outras podem, dependendo do caso, serem tratadas com drogas inibidoras da formação neovascular, recentemente desenvolvidas. Desta maneira pode-se diminuir a taxa de edema e hemorragias intraoculares.